RELEMBRANDO TERRAS DO QUITEXE
Alfredo Baeta Garcia
Cap. VI
As casas comerciais
As casas de construção definitiva que formavam a povoação eram cerca de 70, não considerando os edifícios públicos. Na sua maioria eram casas comerciais que, por aquilo que recordo do nome dos seus proprietários, eram as seguintes:
Laurindo Ribeiro
Castro da serração
Melgueira e Dias
Doiot
Viúva Guerreiro
Irmãos Correia (Manda Fama) –depois Tavares
Mário Trangalho
José Guerreiro
Pardal
Irmãos Santiago (antes de Almeida)
João Alves
Alfredo Barata
António Rocha
Celestino Guerra
Tavares
Carneiro – Guarda Fiscal
José Morais
Manuel da Pasta
Luís Correia – depois António Ramos
José Rei
Carlos Gaspar
José Morais -2ª
Antunes do Talho – depois Pimenta
Augusto Guerra
Silva Fogueteiro
Dias Mecânico – alugada aos Correios
Madame Van Der Schaff – depois irmãos Guerreiro
Josué Pacheco
Martins Gonçalves – depois Ramos
Joaquim Soreto
Norberto Morais
Jaime Rei
José Bastos Sobrinho – a primeira no tempo que foi de Rui Pombo
Ferreira
Ricardo Gaspar & Cª.
Celestino Guerra – 2ª
João Garcia
Abílio Guerra
José Pires
Manuel Topete
Guedes
Fontes – depois Carvalho Alfaiate
De Arlindo de Sousa a 8 de Agosto de 2008 às 23:07
Amigo Jorge Santos,
Fico-lhe muito grato pelo seu comentário. É a confirmação de que as qualidades humanas do Sr. Morais eram realmente extraordinárias. Cativavam todos os que eram bafejados pela sorte de o conhecer. Entre muitas outras pessoas, estou convencido de que a maioria dos portugueses, que por razões históricas passaram pelo Quitexe, deve ainda recordar com o maior carinho e respeito a figura comunicativa e alegre do amigo Morais. Sempre irradiando humanidade e boa disposição.
Pela sua mensagem, deduzo, não sei se correctamente, que o amigo Jorge Santos pertence à Família Guerra. Quem não se lembra dos Guerras e do seu dinamismo e importância no desenvolvimento do Quitexe e das suas gentes. Já lá vão quase cinquenta anos, mas na minha mente ainda permanece bem viva a ideia de que eram pessoas de trabalho e de muita acção. Qualidades que naturalmente suscitavam a maior consideração de todos. Inclusive das autoridades administrativas da época.
Termino, fazendo votos para que este espaço, tão bem orientado pelo Sr. João Garcia, possa ser cada vez mais um sítio de encontro autenticamente fraterno. Sempre valorizando a imaterialidade que inequivocamente nos liga ao universo físico e humano do Quitexe. Assim, e no âmbito desta preocupação essencialmente humana, sugiro que ignoremos os títulos académicos ou outros e nos tratemos apenas pelo nome de baptismo.
Para o amigo Jorge Santos e para todos os outros amigos, um grande abraço de,
Arlindo de Sousa
De Jorge Santos a 9 de Agosto de 2008 às 00:48
Amigo Arlindo de Sousa.
Quero tambem agradecer a suas palavras, em resposta ao meu comentário.
Naquela terra, realmente antes dos titulos académicos, valorizavam-se as pessoas pelas suas qualidades humanas. O relacionamento entre as pessoas, era de uma correcção e lealdade sem limites, o que levava a que as classes sociais se diluissem num todo, e se vivesse em saudável convivência.
Amigo Arlindo, de facto não pertencemos à familia Guerra. O meu Pai era Encarregado geral da Fazenda Guerra & Cia.. O sr. Ramos era sim representante da familia Guerra, e Gerente geral da Firma.
O meu Pai tambem lá passou o trágico 15 de Março de 61. Estes HOMENS foram de uma coragem extraordinária, perante tanta tragédia a sua volta. Pelo que li nos seus comentários, o amigo Arlindo tambem atravessou esta fase de 61. Sabe bem o que por lá se passou...
Um abraço para si, e toda a malta do Quitexe...
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