5 comentários:
De Carlos Domingos Cuta a 12 de Janeiro de 2011 às 11:00
Chamo-me Carlos Domingos Cuta , tenho 42 anos de idade, sou filho de Feliciano Cuta (ex-sanitário da tropa colonial na Aldeia-Viçosa e Nambuangongio ) e neto de Cuta Musseque soba da Sanzala Quindala (Aldeia-Viçosa ). Tenho lido com bastante atenção os relatos aqui apresentados por naturais de Quitexe e de algumas pessoas que viveram ou cumpriram a vida militar naquela acolhedora e rica terra. Confesso que me emociona saber que os meus ancestrais tiveram uma convivência salutar com muitos portugueses oriundos de Portugal e outros nascidos em Angola. Sou sobrinho do Sr. Francisco Canzenza , do Sr. Jorge Domingos então funcionário da Fazenda Pumbassai) e do Sr. Jozé Campos Cabalo (ex-funcionário da Fazenda Esmeralda. Um abraço para todos
De José Varela a 18 de Agosto de 2008 às 21:36
Peço desculpa por só agora estar a responder àquestões colocadas, nomeadamente pelo caro amigo Jorge santos, pois a disponibilidade que tenho é limitada pelos afazeres profissionais e de âmbito familiar, mas na medida do possível irei manter o contacto com este espaço que me é muito caro. Relativamente ao jogador que por mero lapso não mencionei, o meu pai na fotografia refere-o como o "Carmo", não podendo confirmar se eventualmente também seria conhecido por "Aníbal". No entanto e recorrendo à minha memória, também conheci esse jogador com Sr. Carmo. Relativamete ao Administrador Cardoso de Matos, e não podendo infelizmente, recorrer à memória do meu pai (faleceu vai fazer sete anos no dia 21 -08-2001), a minha mãe Carlota Varela foi quem me disse que não era Galina e sim Cardoso de Matos. Poderá eventualmente estar correcta a informação em que a composição completa do nome integre o nome Galina. Fico grato ao amigo João Garcia pela tentativa de reconhecimento da casa do meu pai, mas, e se não estiver enganado, o 1.º edifíco do lado esquerdo na foto era o bar que o meu pai geriu durante alguns anos, pelo que a ser verdade este meu raciocinio, a casa que me é referenciada corresponde á loja que existia antes da casa do Sr. José Morais, casa essa que antecedia a do meu pai. De facto é possível que o amigo Arlindo tenha conhecido o meu pai na fazenda Muzecano, pois as datas correpondem ao período em que o meu pai foi gerente dessa Fazenda. O meu pai vivia já à data maritalmente com a minha mâe tendo eu nascido nessa fazenda em 9 de Abril de 1963. Disponho de algumas fotografias digitalizadas de várias situações e pessoas no Quitexe que poderei disponibilizar neste blog. Digam p.f. a forma de eu poder disponibilizar este material.
De Jorge Santos a 19 de Agosto de 2008 às 23:53
Quero aqui agradecer o comentário do amigo José Varela, em resposta ao meu comentário anterior. Ficamos é naturalmente tristes, em saber que o seu Pai já não se encontra entre nós. Mais uma vez julgo ser este magnifico espaço, que o amigo João Garcia tao bem administra, um meio priviligiado para se poder Homenagear, todos os GRANDES HOMENS do Quitexe que já partiram, assim como os já poucos que ainda cá estão. Cabe-nos a nós, geração seguinte, não deixar apagar a memória, de uma geração que construiu, e nos deixa o legado da coragem dos GRANDES HOMENS, (e estou a referir-me a 15 de Março de 1961).
Amigo José Varela, tenho uma recordação junto ao Bar do seu Pai, que jamais esquecerei... Por rotina, quando saia da escola primária do Quitexe, deslocava-me a pé até ao Bar do seu Pai, onde esperava por transporte para a Fazenda Guerra & Cia., o meu Pai ou um empregado da Fazenda me vinham buscar. Num desses dias, devo-me ter descuidado, e ao atravessar a estrada, da casa do Sr. Morais para o Bar do seu Pai, fui apanhado por um JEEP da tropa, que vinha em grande velocidade, no sentido Quitexe/Aldeia Viçosa. Fui apanhado pelos espelhos do JEEP, e projectado no ar, talvez uns 10 metros. Diz-se que "à Criança e ao Borracho, Deus poe a mão por baixo". Foi realmente o que me aconteceu. Tive apenas umas escoriações na cara, e não sofri danos de maior. Lembro-me que os militares me tentaram meter no JEEP, para me levarem ao Hospital, mas eu não deixei com todas as forças que tinha, porque sentia que estava bem. Houve ali uma força superior que me protegeu... Como sabe, os militares tinham por hàbito abusar da velocidade... Naquele tempo não havia radares...
Amigo Varela, em relação à foto dos casados, vamos deixar ao critério do amigo João Garcia, a legendagem da mesma. Entretanto, até poderá ser que aparecam outras pessoas, tambem a colaborar na confirmação dos nomes, o que seria optimo.
Um abraço para si e sua Mae, e todos os amigos do Quitexe...
De Anónimo a 2 de Outubro de 2012 às 17:46
Amigo José Varela,
Embora com um atraso de mais de quatro anos (só agora li por acaso o seu comentário), confirmo que conheci de facto o seu pai, o senhor Victorino, quando ele era gerente da Fazenda Muzecano. Recordo-me de que o seu pai era então um jovem e a nós na Administração causava admiração o facto de, apesar de ser tão jovem, ele desempenhar já as funções de gerente de uma fazenda como a Muzecano.
Se bem me lembro, antes de seu pai, a gerência da Muzecano estava a cargo de um alemão, cujo nome já não recordo). A Fazenda Muzecano, como provavelmente saberá, pertencia a um indivíduo também alemão chamado Auri Kihn (a grafia pode não estar correcta). Ora sucede que, como o senhor Auri Kihn teve (julgo que desde antes de 15 de Março de 1961) um problema de contencioso de grande vulto, por ordem do Tribunal de Camabatela (o Quitexe então ainda pertencia ao Quanza-Norte), eu fui designado pelo Julgado Municipal do Dange (Quitexe) para inventariar tudo o que de valor havia na Fazenda Muzecano.
Estive assim cerca de oito dias (instalado com cama e mesa) na Fazenda Muzecano e ainda retenho na memória o riquíssimo espólio guardado em enormes arcas existentes nas vastas dependências da fazenda. Da minha permanência de oito dias na Fazenda Muzecano recordo também o hábito de ao pequeno-almoço (mata-bicho) comermos invariavelmente arroz de bacalhau; e de uma monumental e tempestuosa trovoada nocturna em que um raio decepou a copa de uma das muitas e enormes árvores que rodeavam o terreiro em frente do edifício principal.
Na altura, na Administração também havia um funcionário cabo-verdiano chamado Varela, que eu já aqui referi como um excelente amigo e óptimo camarada de trabalho. E recentemente vi a foto dele (integrado numa procissão) entre as muitas que o amigo João Garcia tem publicado aqui no seu blogue.
Como entretanto já passaram cinquenta anos (eu tinha na altura 19-20 anos), tudo aquilo me parece agora um sonho.
Ao amigo José Varela em particular e a todos os outros amigos em geral, com especial destaque para o senhor João Garcia (a quem todos devemos a iniciativa e gentileza deste blogue), desejo as maiores felicidades.
Arlindo de Sousa
De Jorge Santos a 5 de Agosto de 2008 às 20:23
Li o comentário do amigo José Varela, ao qual lhe envio sinceros cumprimentos. Amigo Varela, em relação à Foto dos casados, da qual o meu Pai faz parte o "Santos", verifiquei junto com o meu Pai em Foto ampliada, que realmente o ultimo da fila de pé (da Esq. para a Dta.) é o Guedes. Em relação ao Galina diga-me se eventualmente não poderá ser "Galina Cardoso de Matos" ou "Cardoso de Matos Galina". É que o meu Pai, tem bem presente, ser o Galina o Administrador na altura do Jogo. Já agora se puder, confirme tambem se o jogador que está entre o seu Pai e o Guedes, se chama Anibal. É que não mencionou este.
Amigo Varela, seria importante ajudar-mos, dentro das nossas possibilidades o amigo João Garcia a completar a legenda da Foto.
Um grande abraço para si, e para o seu Pai...

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