Sábado, 29 de Outubro de 2011

A batalha de Ambuíla/Mbwila - 29 de outubro de 1665

 

Fazem hoje 346 anos desde que ocorreu a célebre batalha de Ambuíla que marcou o início do fim do Reino do Congo como estado independente.

O local da batalha do Ambuíla não está perfeitamente definido no terreno, admitindo-se que tenha tido lugar no Vale do Rio Luege, na zona onde existiu desde tempos muito remotos o povo e sanzalas do Dembo Ambuíla que se julga corresponder à actual serra Ambuíla, já na zona do Quitexe. Na periferia desta serra estava instalada a fazenda Alegria cujos trabalhadores encontraram, por várias vezes, armamento antigo.

 

Contava-se, no tempo colonial, a anedota do chefe do posto de Nova Caipemba. Quem então mandava, lembrou-se de fazer um monumento a comemorar a batalha e o chefe de posto foi encarregado de o colocar no local. Como a lucidez já não seria muita mandou os ajudantes largar a coisa onde melhor lhe pareceu. Assim ficou uma placa junto ao campo de aviação de Nova Caipemba dizendo que naquele local se travou a batalha. E ainda há pouco tempo a administradora do município de Ambuíla, Elisa Mafuta, reclamava a construção de um memorial no local da batalha, naquela localidade, "onde foram mortos milhares de angolanos em vários períodos, com destaque para a  Batalha de Ambuíla, em 29 de Outubro de 1665"...

 

 

Nos textos que se seguem vamos proceder à descrição da batalha com base e com transcrições do livro "A Batalha de Ambuíla", Gastão Sousa Dias - Lisboa, Museu de Angola, 1942 e com apontamentos dos livros " História do Congo Português", Hélio Esteves Felgas - Carmona, 1958, "História de Angola", Norberto Gonzaga - CITA, 1963, "História de Angola", Douglas Wheeler e René Pélissier.

 

 

 

 

As dificuldades provenientes da guerra entre Portugal e Espanha, exigindo o aproveitamento de todos os recursos metalúrgicos, levaram D. Afonso VI a escrever, em 22 de Dezembro de 1663, uma carta ao governador-geral de Angola Vidal de Negreiros, ordenando-lhe que tomasse posse das minhas de cobre que, pelo tratado de paz de 1649, o rei do Congo era obrigado a ceder a Portugal.  

 

 Vidal de Negreiros

 

 

 

 

No início de 1661, tinha falecido o velho rei Garcia II. Sucedeu-lhe seu filho D. António I, Nvita-a-Nkanga, marquês de Kiva. O Rei do Congo D. António respondeu negando a existência das minas e dizendo “posto que as houvera, não as devo a nenhum”. Seguem-se diligências de parte a parte com intervenção dos representantes do Cabido e Clero do Congo, mas ambos os lados se aprontam para a guerra.

 

 Recepção do rei do Congo aos capuchinhos

  

 

 Vidal de Negreiros prepara o seu exército para o combate e D. António responde apelando à mobilização geral dos seus súbditos com uma inflamada proclamação: “… que toda a pessoa de qualquer qualidade que seja (…) capaz de poder menear armas ofensivas (…) se vão alistar para saírem a defender as nossas terras, fazendas, filhos e mulheres, e nossas próprias vidas e liberdades, de que a nação portuguesa se quer empossar e senhorear”.

 

Continua

publicado por Quimbanze às 08:12

link do post | comentar | favorito
|
4 comentários:
De Francisco Quirino Martins estudante do ensino médio de ciências humanas na escola Teta Lando uíge tel:930587097 a 5 de Abril de 2014 às 14:21
Esta batalha fica marcada na história dos angolanos na luta dos seus intereces.
De MIGUEL MANUEL tecnico medio de ciencias:ECONOMICO-JURIDICAS ESCOLA 27 de JUNHO/UIGE TEL:938940690 residente B:ANA CANDANDI-GAI a 29 de Dezembro de 2013 às 04:14
esta batalha continua a marcar marcos de acontecimentos da guerra colonial no quitange o fim de poder do reino congo
De Felisberto de Oliveira Ginga a 28 de Novembro de 2012 às 18:52
Naturalmente esta batalha representou o horoismo do povo angolano na defesa dos interesses de uma naçâo que não quiz ver
De Paulo Sambo a 2 de Dezembro de 2016 às 06:53
Hoje o Município de Ambuila é esquecido tanto pelo Governo Provincial como pelo Governo Central.

A população não tem emprego, falta energia elétrica, água potável, asfalto, em suma é um povo miserável por falta de incentivos de atividades económicos para ajudar as iniciativas local.

Comentar post

.OUTRAS PÁGINAS

.posts recentes

. Batalhão de Caçadores 3 e...

. Município de Quitexe nece...

. O Nosso Bondoso Director

. Associação da União dos N...

. Governador do Uíge emposs...

. Plano Urbanístico do Quit...

. Fotografias do Quitexe - ...

. 15 de Março - "Perderam-n...

. Comentário de Victor Roma...

. Quitexe: Aumenta índice d...

.FOTOS

.MAIS FOTOS

.arquivos

. Junho 2017

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Novembro 2014

. Março 2014

. Janeiro 2014

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

.mais sobre mim

.Junho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.pesquisar

 

.VISITAS

.ONDE ESTÃO

.No Mundo

.subscrever feeds