Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Ano Mundial das Comunicações - Selos - 1983

 

 

 

publicado por Quimbanze às 09:37

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Mais de três mil animais vacinados contra a raiva

Uíge – Três mil e 501 animais de estimação, entre cães, gatos e macacos, foram vacinados contra raiva este mês no município do Uíge, capital da província com o mesmo nome, informou hoje (terça – feira) à Angop o responsável do departamento dos serviços de veterinária, Clemente Xavier.

O responsável disse que, dos três mil e 501 animais vacinados contra raiva, constam 3.381 cães, 97 gatos e 23 macacos.

Clemente Xavier informou que no primeiro trimestre do ano em curso foram vacinados outros três mil e 308 animais de estimação nos municípios do Negage, Uíge, Sanza Pombo, Songo e Quitexe.

O responsável realçou que os possuidores de animais de estimação procuram com frequência o posto fixo dos serviços de veterinária, na sede da província, devido as várias campanhas de sensibilização de luta contra raiva que se leva a cabo em distintas localidades.

Informou que 14 técnicos de serviços de veterinária estão envolvidos nesta campanha de vacina contra raiva na região.

 

 

 

 

 

 

 

 

Angop

publicado por Quimbanze às 08:38

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Sábado, 25 de Abril de 2009

Foi há 35 anos

 

 

Dia 25

Logo de manhã, no Liceu D. João III, em Coimbra já corre a notícia: houve um golpe das forças armadas!

O resto do dia é passado junto dos rádios.
A ansiedade é grande. O golpe das Caldas tinha falhado há pouco tempo.
8 horas, batem à porta.
O meu tio Adriano com uma garrafa de champanhe.
Há abraços e choros.
Vitória! Vitória! Já não volta para trás!
Era o dia pelo qual sempre se esperou e lutou naquela casa.

Dia 26

Assembleia nos Jardins da AAC

Manifestação na Praça da República, descendo a Avenida:

- O Povo Unido Jamais será Vencido!

- MFA! MFA!

-Morte à PIDE! Morte à PIDE!

Em frente da PSP as gargantas gritam mais alto :
É a emoção! Na véspera seríamos dispersos à cacetada, mas hoje, o povo é quem mais ordena!

A manifestação engrossa. Rua da Sofia, Fernão de Magalhães.
Na Portagem é já um mar de gente.

Canta-se o Hino.
E a Portuguesa ganha os acordes da liberdade!


Marchar, marchar, contra os canhões e contra a pide.
Cerca-se a sede da polícia criminosa.
Vão-se descobrindo os carros dos pides.
Alguns, com as listas dos que estavam para serem presos antes do 1º de Maio.

Só no dia seguinte sairão entre alas de soldados.

Era a Revolução.

Primeiro 1º de Maio em liberdade.

 

Na procissão da Rainha Santa rezava-se pelo regresso dos soldados.

 

 

 

João Garcia

 

Fotos de João Gordo (Jardim da AAC) e Fernando Marques (as restantes) publicadas no livro "Em Abril Um Quartel Depois" Edição da Câmara Municipal de Coimbra - 1999

publicado por Quimbanze às 16:46

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Domingo, 19 de Abril de 2009

11 de Novembro de 1975 - Selos de Angola

Data do carimbo: 11/11/1975

 

      Nós somos um movimento progressista.

      Que este processo histórico não seja apenas para uma elite de políticos. Para uma elite de diplomatas. Mas seja um acto em que todo o povo participe.

      É preciso que nas comissões de bairro, nas comissões do povo se estabeleçam as bases duma verdadeira democracia para todos.

      Sem separação de raças, sem separação de classes sociais, sem determinarmos as condições religiosas ou políticas de cada um. Este é o nosso progressivismo!

 

Agostinho Neto

 

publicado por Quimbanze às 20:09

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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

10º Aniversário da Universidade Agostinho Neto - Correios 1986

publicado por Quimbanze às 23:06

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Domingo, 12 de Abril de 2009

Arte Quioca - Correios 1992

publicado por Quimbanze às 09:33

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Sábado, 11 de Abril de 2009

O QUITEXE - Apresentação aos soldados

Publicamos hoje um texto (cedido por José Oliveira) de apresentação  do Quitexe aos soldados do Batalhão de Cavalaria 1917. É um texto muito interessante, porque, retirando a retórica do "Angola é nossa" (outro discurso não seria de esperar), são apresentados dados muito exactos da história do Quitexe e outros, estatísticos, à revelia do discurso oficial. Embora desconhecendo a origem dos dados é curioso como se assume que metade da população indígina ainda se encontrava escondida nas matas ou emigrara para o Congo (esta percentagem será, concerteza, bem maior). Outro dado, já conhecido, é que o número de trabalhadores do Sul, conhecidos por Bailundos, suplantava a população local e o terceiro grupo, brancos e mestiços, não ultrapassava as seis centenas. Por outro lado reconhece-se que os povos desta região tinham atrás de si uma história de sublevação contra a autoridade portuguesa.

 

 

O QUITEXE

 

 

O Quitexe e a sua região será por algum tempo como que a nossa casa, aquela que, de armas na mão, teremos de defender como parte integrante da Pátria. Conhecer a nossa terra é arreigar em nós, ainda mais, a firme disposição de a conservar nossa.
Esta razão de ser, dos apontamentos, que a seguir, podereis ler sobre o Quitexe.
BREVE RESUMO HISTÓRICO                    
O Dange era primitivamente um posto administrativo dos Dembos, mas de 1912 a 1932 pertenceu à Circunscrição do Encoge, passando nesta data a pertencer de novo aos Dembos, como parte do Concelho de Ambaca
O limite do Quitexe foi pela primeira vez fixados em 1918,tendo esta povoação sido a sede da Circunscrição do Encoge até à extinção desta 1932.
Em 1961 por portaria nº11740 de 26JUL61 foi criado o concelho do Dange com sede em Quitexe.
Trata-se portanto dum concelho de fresca data onde rareiam os elementos históricos e os que existem estão estreitamente ligados à história dos Dembos, donde se desmembrou em parte, por razões as mais variadas, mas em que avulta a diminuta população de Portugal Metropolitano, mormente em relação aos imensos territórios Ultramarinos, que possui, o certo é que a região dos Dembos, habitada por povos notavelmente aguerridos sempre criou dificuldades à ocupação Portuguesa.
Os nossos avós, inconformados com esse estado de coisas, redobraram de esforços e as revoltas dos nativos foram sendo sucessivamente dominadas e estabelecidos postos militares que asseguraram a soberania portuguesa, que, à medida que se
Consolidava, foram transformados em postos de administração civil.
É de inteira justiça, referir neste breve resumo histórico, as figuras de dois grandes militares que pela acção e pelo valor, conduziram á completa dominação da região dos Dembos.
Capitão João de Almeida (1906) e Capitão. Ribeiro de Almeida (1919)
Mais recentemente, em 15 de Março de 1961,de novo estala a subversão nesta região, com requintes de ferocidade e malvadez num grau extraordinariamente alto de que são testemunho as lápides afixadas na igreja do QUITEXE, que apenas representam uma pequena fracção das vitimas inocentes atingidas por criminosos de coração e mentalidade endurecidos, depois foi a resposta adequada dos portugueses de hoje, não menos valorosos que os de antanho, valentia, espírito de sacrifício e profundo amor á pátria, têm vindo a reconquistar o terreno e a destruir a subversão.
Nota: - Ao b/cav1917 no sector de QUITEXE cabe a enorme responsabilidade de continuar a obra dos seus antecessores até á completa exterminação da subversão, ninguém regateará a responsabilidade e todos saberão cumprir, disso estou certo.
1.      Alguns apontamentos sobre o concelho do Dange (sede em Quitexe)
O concelho do Dange pertencente ao distrito de Uige, tem além do posto sede, os P.A. de Aldeia Viçosa, de Vista Alegre, e de Cambambe, sendo que só os dois primeiros pertencem ao nosso subsector.
O Quitexe, como Aldeia Viçosa, são povoações em que cada casa é uma loja comercial, nas quais se transaccionam os mais variados artigos com a população branca e de cor, e se asseguram o abastecimento necessário à vida dos povos. Rodeadas por todos os lados de fazendas de café, umas largas dezenas onde trabalham uns 12.000 homens naturais do sul de Angola, grandes e pequenas, de brancos e nativos, vive-se e respira-se café todo o ano, na medida em que toda a actividade é quase exclusivamente relacionada com este produto.
No entanto desenha-se actualmente um certo interesse pela exploração de madeiras nas suas matas quase virgens.
A população de cor pertence na sua grande maioria aos grupos étnicos dos Macambas e Mahungas e agrupa-se em sanzalas sempre que possível nas imediações das suas lavras (café, milho, mandioca, ginguba, batata doce, feijão, etc.) pois com raras excepções dedicam-se quase exclusivamente às actividades agrícolas. Trata-se de regressados das matas, para onde fugiram em 1961.
Os Macambas, mais valentes e mais ferozes, durante muito tempo escravizaram os Mahungas e não consentiam sequer os casamentos entre ambos.
Após o terrorismo as condições modificaram – se sendo que o maior número de regressados das matas são Mahungas, tradicionalmente mais submissos e trabalhadores. Entre eles não se registam grandes rivalidades, excepto entre os Cungas, cuja animosidade já vem de longe. Antes do terrorismo a população de cor do concelho rondava os 18.000 indivíduos e na actualidade não ultrapassa os 9.000. Um pouco menos de metade ainda está nas matas, onde levam uma vida mais que miserável, ou imigraram para o Congo ex Belga.
O baixo nível exibido pelas pobres sanzalas em que vivem os apresentados contrasta significativamente com dinheiro que auferem com a venda do café das suas lavras.
No ano findo, só em mercados de café, os povos do concelho receberam cerca de 6.500 contos.
A população branca e mestiça do concelho, dia a dia vem aumentando, atinge actualmente as 6 centenas de almas, entre fazendeiros, e trabalhadores das fazendas e comerciantes. Com uma altitude média de 800 metros em que são numerosas as terras densamente arborizadas e os rios, torcicolados, fartos de água, tem um clima regular e agradável.
O concelho é atravessado pela estrada asfaltada Luanda – Carmona, e sobre esta se situam o Quitexe, Aldeia Viçosa e Vista Alegre, outras estradas «picadas», servem o concelho, permitindo o escoamento dos seus produtos, sendo de realçar a que conduz a Camabatela e Salazar do distrito de Cuanza-Norte.
O QUITEXE, a 40 km. de Carmona, que em 1961 viu gravemente afectada a sua sobrevivência, mas que nunca foi totalmente abandonada pela população branca, está presentemente em franco desenvolvimento e oferece aos numerosos visitantes um clima de tranquilidade assinalável. Uma estação telégrafo-postal, uma escola primária e um posto sanitário, conferem-lhe a possibilidade de comunicar com o mundo exterior de divulgar e expandir a língua-pátria e de apoiar as populações nas suas necessidades mais instantes.
O COMANDANTE
António Manuel Pinto de Amaral
Ten. Coronel de Cavalaria
 
Este artigo foi extraído do jornal «O DINOSSÁURIO» órgão do B./ CAV. 1917
Quitexe, Setembro de 1967
ANGOLA
 NOTA: O  Comandante António Manuel Pinto de Amaral faleceu no ano de 2007 com posto de Major-General.
publicado por Quimbanze às 11:44

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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Correios - Pintura de Angola

publicado por Quimbanze às 22:31

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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Penteados Tradicionais de Angola - Correios 1987

 

publicado por Quimbanze às 19:50

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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Acácio Barreiros

As fotografias que o António Guerra nos trouxe fizeram-nos recordar o Acácio Barreiros, esse miúdo franzino que aparece em muitas delas. Quem diria que este natural de Cabinda, que passou alguns dos anos da sua infância no Quitexe (enquanto o seu pai ali exerceu as funções de chefe de posto), viria a ser um intrépido e acutilante deputado da esquerda revolucionária (UDP)na Assembleia da República. Mais tarde, esfriados os ímpetos da juventude, foi novamente deputado, agora pelo PS, e membro do governo.

 

URL http://sinbad.ua.pt/cartazes/CT-ML-I-2107

 

Em jeito de homenagem aqui deixo um texto, adaptado do voto de pesar pela sua morte, em 2004, pela Assembleia da República e algumas fotos retiradas das do António Guerra e não só.

 

  

 

No dia 17 de Fevereiro de 2004 faleceu o Deputado Acácio Manuel de Frias Barreiros. Nasceu em Cabinda  em 24 de Março de 1948, filho de Manuel da Silva e Lucília Barreiros
Acácio Barreiros, com 55 anos de idade, distinguiu-se, ao longo de toda a sua vida, por um empenhamento cívico e político, constante e apaixonado. Começou nos combates da juventude contra o regime ditatorial, que imperou na nossa pátria até 25 de Abril de 1974.
Acácio Barreiros foi, enquanto estudante universitário, aluno do Instituto Superior Técnico, dirigente associativo, participante activo e militante nas lutas da juventude estudantil contra o regime do Estado Novo. Tendo sido mesmo obrigado, num curto período que antecedeu a revolução democrática de Abril, a viver na clandestinidade.
Já em liberdade, Acácio Barreiros foi um destacado dirigente da UDP, sendo, durante alguns anos (76-78), o seu único representante eleito na Assembleia da República. Granjeou desde essa época uma popularidade assinalável pela sua combatividade e pelas suas qualidades, reconhecidas por amigos e adversários políticos, de tribuno e parlamentar. Posteriormente, já no Partido Socialista, voltou a ser eleito para o Parlamento (1983) onde, com alguns interregnos, se manteve até ao final da sua vida.

 


Foi também autarca, membro da Assembleia Municipal de Lisboa, candidato do PS à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e vereador eleito durante um mandato. Depois autarca por Sintra, onde residia e onde faleceu, tendo sido presidente da respectiva Assembleia Municipal.
Membro do Governo, com o cargo de Secretario de Estado da Defesa do Consumidor no XIV Governo Constitucional.
Acácio Barreiros era um homem bom, fiel aos valores de esquerda, que eram os seus e em que acreditava, de carácter firme mas profundamente tolerante.
Travou ao longo dos últimos meses da sua vida um combate de grande coragem contra a doença que o afectava, mantendo até ao fim a sua combatividade politica, o seu bom humor, o seu sentido da tolerância.  Merece, também por isso,  o preito da nossa admiração, estima e respeito.

 

 

 

www.youtube.com/watch

publicado por Quimbanze às 19:25

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

António Guerra - As fotografias da minha infância no Quitexe - Parte III

Despedida do chefe de posto, Manuel da Silva Barreiros.
A senhora que se encontra do lado esquerdo é a menina Efigénia (da família Manda Fama) e era a nossa catequista. A minha mãe Maria Helena, está a “empurrar a menina que ia entregar as flores (filha da D. Céu Carneiro) que se encontra junto ao ombro esquerdo da minha mãe e junto do ombro esquerdo da D. Céu Carneiro ainda se vê um pouco a D. Felismina Carrusca Cebola, esposa do Sr. José Coelho Guerreiro. Em frente da minha mãe vê-se um rapazito que é o José Manuel Cebola Guerreiro, morto no 15 de Março de 1961.
 
Despedida do chefe de posto, Manuel da Silva Barreiros
De braço no ar o Acácio Manuel de Frias Barreiros, filho do chefe Barreiros e da D. Lucília que foi professora no Quitexe. No lado direito da foto estou eu ao fundo. O chefe Barreiros está de lado no canto esquerdo da foto.
publicado por Quimbanze às 19:09

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